Por que os filósofos da escola socrática abandonaram a preocupação dos filósofos pré socráticos

1- Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar e quando elas são mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando mais condensada, transforma-se em terra, e quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras.

BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado). 

Filósofos como Anaxímenes e outros pensadores pré-socráticos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. Por exemplo, para Anaxímenes o princípio é o ar, para Tales é a água e para Heráclito o fogo. É possível se afirmar que as teorias pré-socráticas:

 (A) eram antropológicas.

(B) refutavam o conhecimento cosmológico.

(C) tinham origem nos mitos das civilizações antigas.

(D) postulavam um princípio originário para o mundo.

(E) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

Resposta: D

2 – (ENEM 2015). A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição anuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.

(NIETZSCHE, F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1999).

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

(A) o impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades racionais.

(B) o desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.

(C) a necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.

(D) a ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.

(E) a tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real.

Resposta: C

3 – O período socrático da filosofia antiga também é conhecido como:

(A) período antropológico, pois tanto Sócrates quanto os sofistas se dedicaram a temas referentes ao ser humano, como a moral e a política.

(B) período mítico, porque há um total abandono da especulação racional em decorrência dos equívocos pré-socráticos.

(C) período cosmológico, porque as questões da natureza são reelaboradas de acordo com a razão.

(D) etapa ontológica, pois a especulação filosófica volta-se exclusivamente para o ser do mundo.

(E) período gnosiológico, época em que somente o discurso mitológico era valorizado.

Resposta: A

4 – Assinale a alternativa que trata corretamente da diferença entre os filósofos pré-socráticos e os sofistas.

(A) ambos, pré-socráticos e sofistas, dedicavam-se aos temas da physis (natureza), muito embora os sofistas o fizessem apenas pelo exercício especulativo, uma vez que não acreditavam na possibilidade de o pensamento humano atingir o ser das coisas.

(B) os sofistas, diferentemente dos pré-socráticos, que investigavam a natureza, refletiram acerca dos temas humanos, sobretudo sobre a vida do homem na pólis.

(C) os sofistas ampliaram seu campo de reflexão, investigando os temas humanos, embora, do mesmo modo que os pré-socráticos, ainda atribuíssem mais importância aos temas da physis.

(D) os sofistas permanecem investigando a natureza, mas abandonam o caráter exclusivamente especulativo da filosofia pré-socrática, adotando procedimentos experimentais.

(E) os pré-socráticos eram pensadores que valorizavam as explicações mitológicas ao passo que os sofistas acreditavam em uma única verdade.

Resposta: B

5 – De acordo com os sofistas, a virtude é obtida mediante um aperfeiçoamento moral que consiste:

(A) no desenvolvimento de qualidades inatas e que, enquanto tais, pertencem exclusivamente aos aristocratas, não sendo acessíveis ao conjunto dos cidadãos.

(B) na obediência aos valores tradicionais da religião grega, sem os quais não haveria a possibilidade de uma vida efetivamente moral.

(C) na identificação de princípios morais universais, ou seja, válidos para o conjunto da humanidade.

(D) na capacidade de usar adequadamente a palavra na vida pública e na assimilação das regras que tornam possível a convivência humana.

(E) No aprendizado das leis sociais, um produto da razão humana que, como tal, tem legitimidade absoluta e universal, não devendo haver variações entre os povos.

Resposta: D

6 – Por muito tempo a palavra “sofista” foi sinônimo de mentira, demagogia e impostura. Porém, não se pode desprezar totalmente a atividade dos sofistas. Eles foram importantes no sentido de sua dedicação à gramática, à criação de técnicas de argumentação, de memorização e de interpretação de textos ambíguos.  Protágoras é considerado o decano entre os sofistas. Viveu entre 492 a.C. e 422 a.C. Lecionou em várias cidades, o que era costume entre os sofistas. Redigiu a Constituição de Turim, na Itália, uma colônia ateniense.

Assinale a alternativa que se refere corretamente à declaração de Protágoras de que o homem é a medida de todas as coisas.

(A) Protágoras, como filósofo pré-socrático, reforça o caráter absoluto do conhecimento natural, uma vez que a humanidade é senhora absoluta da natureza.

(B) A afirmação de Protágoras ressalta o homem como único ser possível de opiniões, muito embora, para ele, o uso sistemático da razão fosse capaz de identificar a verdade contida nas próprias coisas.

(C) Trata-se apenas de mais uma provocação de Protágoras em questões religiosas, uma vez que os deuses é que eram medida de todas as coisas.

(D) Trata-se de uma perspectiva relativista, pois a existência das coisas e suas qualidades dependeriam exclusivamente de quem experimentasse, sendo que o que seria agradável a um poderia ser desagradável a outro.

(E) Protágoras quis dizer com isso que o homem, por participar da mente divina, deve valorizar acima de tudo o conhecimento divino.

Resposta: D

7 –  A filosofia grega antiga corresponde a um longo período que começou por volta do final do século VII a.C. e se estendeu até o século III d.C. Os primeiros filósofos foram chamados de pré-socráticos devido a uma classificação posterior da filosofia grega antiga que tinha como referência a figura de Sócrates, representante do pensamento clássico, e que antecedeu e influenciou dois grandes filósofos: Platão e Aristóteles.

(ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. Introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2015, p. 25).

Tomando como base essa informação, é possível afirmar a respeito da “novidade” desses primeiros filósofos:

(A) O discurso dos filósofos pré-socráticos tinha como base os mitos transmitidos por Homero e Hesíodo.

(B) Em vez de explicar a ordem cósmica pela interferência divina, os filósofos da natureza (physis) buscavam responder por si mesmos, por meio da razão.

(C) O sufixo lógos passa a ser usado pelos filósofos pré-socráticos para denotar o predomínio da mitologia.

(D) As teogonias e as cosmogonias passaram a ser utilizadas pelos filósofos pré-socráticos para dar explicações a respeito da origem e a ordem do mundo, diferentemente da explicação cosmológica dada anteriormente pelos poetas.

(E) Os filósofos pré-socráticos escreviam em forma de poesia, abandonando a forma em prosa dos relatos míticos.

Resposta: B

8 –  (UEA). É no princípio do século VI a.C., na Grécia, que homens como Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes inauguram um novo modo de reflexão concernente à natureza, tomada como objeto de investigação sistemática e desinteressada.

(VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Adaptado).

O texto faz referência:

(A) À perseguição sofrida pelos pensadores na Grécia Antiga, como exemplifica a morte de Sócrates, que contestou a hierarquia religiosa.

(B) Ao fato de haver surgido na Grécia Antiga, uma interpretação do universo que dispensava o recurso a forças sobrenaturais.

(C) À democracia, regime de governo criado na Grécia Antiga e que assegurava a participação dos cidadãos nos debates da pólis.

(D) À persistência, na Grécia Antiga, de concepções filosóficas elaboradas no Oriente pelos fenícios, mesopotâmicos e egípcios.

(E) A importante líderes políticos e religiosos da Grécia Antiga, considerados representantes diretos dos deuses na Terra.

Resposta: B

9 – Tales de Mileto é tradicionalmente considerado o primeiro filósofo. Com ele, inaugura-se um tipo de explicação sobre a origem do mundo, que chamamos cosmologia. É característica principal da cosmologia:

(A) a tentativa de explicar racionalmente o surgimento do cosmos, baseando-se nos fenômenos naturais e sem recorrer a supostas ações de forças sobrenaturais.

(B) a explicação sobre a origem do mundo a partir das ações combinadas dos deuses cultuados pela religiosidade popular.

(C) a aceitação de todas as informações provenientes da tradição cultural na tentativa de justificar as regras sociais.

(D) a simples reprodução dos conteúdos criacionistas contidos na tradição mitológica oriental.

(E) uma narrativa da origem dos deuses a partir de seus pais e antepassados.

Resposta: A

10 – (UEM, 2015). Leia atentamente os fragmentos atribuídos a Heráclito (1) e Parmênides (2) e assinale o que for correto.

1: “[49A] Descemos e não descemos para dentro dos mesmos rios; somos e não somos. [53] A guerra (pólemos) é o pai de todas as coisas, rei de tudo. [59] O caminho da espiral sem fim é reto e curvo, é um e o mesmo. [91] Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio. [65] O Fogo: carência e fartura.”

2: “[2] E agora vou falar (…) dos únicos caminhos de investigação concebíveis. O primeiro [diz] que [o ser] é e que o não ser não é. [6] Deixam-se levar, surdos e cegos, mentes obtusas, massa indecisa, para o qual o ser e o não-ser é considerado o mesmo e não o mesmo, e para o qual em tudo há uma via contraditória. [8] (…) Imóvel nos limites de seus poderosos liames, é sem começo e sem fim (…). Permanecendo idêntico e em um mesmo estado, descansa em si próprio, sempre imutavelmente fixo e no mesmo lugar”.

(MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p.12-17).

01) Parmênides é monista, ou seja, defende a unidade de todas as coisas e considera a multiplicidade e o movimento como forma aparente do ser.
02) Heráclito é dialético, ou seja, defende o conflito entre opostos como o movimento real do ser.
04) Ao tratar da guerra, Heráclito defende a polêmica como o caminho natural para compreender o estado das coisas.
08) A arqué, princípio de unidade de todas as coisas, para Parmênides, é a água.
16) O fogo, elemento arquétipo de Heráclito, é responsável pelo devir.

Resposta: 01 + 02 + 04 + 16 = 23.

11 – (UEM, 2014).  “Ao contrário de seus contemporâneos – como Parmênides – Heráclito não rejeitava as contradições e queria apreender a realidade na sua mudança, no seu devir. Todas as coisas mudam sem cessar, e o que temos diante de nós em dado momento é diferente do que foi há pouco e do que será depois: ‘Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio’, pois, na segunda vez, não somos os mesmos, e também as águas mudaram. Para Heráclito, o ser é múltiplo […] por ele estar constituído de oposições internas. O que mantém o fluxo do movimento não é o simples surgimento de novos seres, mas a luta dos contrários […]. É da luta que nasce a harmonia, como síntese dos contrários.”

(ARANHA, M. L. de A. Filosofar com textos: temas e história da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012, p.287).

A partir desta afirmação sobre a filosofia de Heráclito, assinale o que for correto.

01) O princípio motor do movimento é a tensão de forças contrárias entre si.

02) Na Grécia arcaica ou pré-socrática, o curso dos rios não estava estabelecido, razão pela qual eles mudavam de lugar de um dia para outro.

04) O princípio do devir ou da transformação contínua visa compreender a ordenação cosmológica do mundo.

08) O surgimento de novos seres é explicado pela intermediação divina, criadora ex nihilo.

16) A multiplicidade do real é pensada a partir do princípio lógico de não contradição entre o ser e o não ser.

Resposta: 01 + 04 = 05.

12 – (UEM, 2014). “Necessário é dizer e pensar que só o ser é; pois o ser é, e o nada, ao contrário, nada é: afirmação que bem deves considerar. […] Jamais se conseguirá provar que o não ser é; afasta, portanto, o teu pensamento desta via de investigação, e nem te deixes arrastar a ela pela múltipla experiência do hábito, nem governar pelo olho sem visão, pelo ouvido ensurdecido ou pela língua; mas com a razão decide da muito controvertida tese, que te revelou minha palavra. Resta-nos assim um único caminho: o ser é.”

(PARMÊNIDES. Poema. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia. RJ: Zahar, 2007, p. 13).

A partir do trecho citado, assinale o que for correto.

01) Afirmar o que o ser é implica uma impossibilidade racional, visto ser impossível descobrir a natureza das coisas.

02) Investigar o que é o ser implica fazer um discurso afirmativo sobre a natureza de algo.

04) As experiências sensíveis não são suficientes para provar a natureza do ser ou o que ele é.

08) Sobre o não ser, o que se pode afirmar é sua impossibilidade, sendo vedado afirmar qualquer coisa.

16) O não ser é impossível de ser demonstrado racionalmente.

Resposta: 02 + 04 + 08 + 16 = 30.

13 – (UEL, 2015). Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgimento da filosofia, assinale a alternativa correta.

a) Os pensadores pré-socráticos explicavam os fenômenos e as transformações da natureza e porque a vida é como é, tendo como limitador e princípio de verdade irrefutável as histórias contadas acerca do mundo dos deuses.

b) Os primeiros filósofos da natureza tinham a convicção de que havia alguma substância básica, uma causa oculta, que estava por trás de todas as transformações na natureza e, a partir da observação, buscavam descobrir leis naturais que fossem eternas.

c) Os teóricos da natureza que desenvolveram seus sistemas de pensamento por volta do século VI a.C. partiram da ideia unânime de que a água era o princí- pio original do mundo por sua enorme capacidade de transformação.

d) A filosofia da natureza nascente adotou a imagem homérica do mundo e reforçou o antropomorfismo do mundo dos deuses em detrimento de uma explicação natural e regular acerca dos primeiros princípios que originam todas as coisas.

e) Para os pensadores jônicos da natureza, Tales, Anaxímenes e Heráclito, há um princípio originário único denominado o ilimitado, que é a reprodução da aparência sensível que os olhos humanos podem observar no nascimento e na degeneração das coisas.

Resposta: B

14 – (ENEM, 2016). 

TEXTO I

Fragmento B91:

Não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes a mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da mudança, dispersa e de novo reúne.

HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São Paulo: Abril Cultural. 1996 (adaptado).

TEXTO II

Fragmento B8:

São muitos os sinais de que o ser é ingênito e indestrutível, pois é compacto, inabalável e sem fim; não foi nem será, pois é agora um todo homogêneo, uno, contínuo. Como poderia o que é perecer? Como poderia gerar-se?

PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado).

Os fragmentos do pensamento pre-socrático expõem uma oposição que se insere no campo das

a) investigações do pensamento sistemático.

b) preocupações do período mitológico.

c) discussões de base ontológica.

d) habilidades da retórica sofística.

e) verdades do mundo sensível.

Resposta: C

15 – (UEM, 2012). Os sofistas são conhecidos por serem os “antifilósofos”, os adversários preferidos dos primeiros filósofos gregos. Entre as acusações a eles endereçadas estava que “aboliram o critério, porque afirmam que todas as aparências e todas as opiniões são verdadeiras e que a verdade é algo relativo, pois que tudo o que é aparência ou opinião para um indivíduo existe [deste modo] para ele.”

(MARQUES, M. P. Os sofistas: o saber em questão. In: FIGUEIREDO, V. de (Org.) Filósofos na Sala de Aula. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2007, v. 2, p. 31).

Sobre a atitude filosófica dos sofistas, é correto afirmar que

01) os sofistas não desejam a busca da verdade, pois essa era uma tarefa dos filósofos.
02) os sofistas não negavam a verdade, apenas apontavam os problemas relativos à sua aquisição.
04) os sofistas apresentavam, com suas contra-argumentações, problemas relevantes para os filósofos.
08) filósofos e sofistas perfazem duas personagens relevantes da filosofia na Grécia antiga.
16) os sofistas pretendiam desmascarar os filósofos na sua capacidade de desvirtuar e iludir a juventude.

Resposta: 2 + 4 + 8 = 14.

16 – (UEM, 2017).  Em uma série de fragmentos, Heráclito de Éfeso (c. 540 – c. 480 a.C.) legou à tradição filosófica ocidental uma explicação teórico-racional acerca da natureza do real e do vir-a-ser.

Considere os seguintes fragmentos do filósofo:

B49a: “Descemos e não descemos para dentro dos mesmos rios; somos e não somos”.

B10: “Correlações: completo e incompleto, concorde e discorde, harmonia e desarmonia, e todas as coisas, um, e de um, todas as coisas”.

B60: “O caminho para o alto e para baixo é um e o mesmo”.

(MARCONDES, D. Textos básicos de Filosofia: dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. 2ª ed., rev. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 15 e 16).

A partir dos fragmentos selecionados, e considerando suas repercussões, assinale o que for correto.

01) O fragmento B60 é o fundamento para considerar Heráclito de Éfeso defensor do imobilismo, teoria segundo a qual o ser é imóvel, ou seja, não sujeito ao movimento ou ao vir-a-ser.

02) Heráclito de Éfeso defende que o real resulta do embate e da conjunção de aspectos contrários ou contraditórios, os quais o constituem incessantemente.

04) A teoria platônica das formas (ideias) reafirma a doutrina de Heráclito de que tudo flui, já que as formas estão sempre sujeitas ao movimento e ao vir-a-ser perpétuo.

08) Na teoria da substância, as noções de matéria e de forma e os conceitos de potência e de ato exprimem a tese de Aristóteles, em contraposição à tese de Heráclito, segundo a qual em todo processo de vir-a-ser algo permanece (a forma) e algo se transforma (a matéria).

16) A doutrina de Heráclito de Éfeso provocou grande debate na filosofia grega, influenciando, por exemplo, Aristóteles a elaborar uma defesa do princípio da não contradição, assim como a formulá-lo claramente.

Resposta: 2 + 8 + 16 = 26.

17 – (UEM, 2017).  Aristóteles assim apresenta o argumento que se obtém em uma corrida entre Aquiles e uma tartaruga: “O segundo argumento é chamado ‘Aquiles’. Conforme esse argumento, o mais lento nunca será alcançado pelo mais veloz, porque é necessário que o perseguidor chegue antes ao ponto do qual saiu o perseguido, de modo que o mais lento, necessariamente tenha alguma vantagem”.

(ARISTÓTELES, Física, VI, 9, 239b, in: FIGUEIREDO, V. (org.). Filosofia: temas e percursos. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2013, p. 350).

A partir desse excerto e de conhecimentos sobre filosofia pré-socrática, assinale o que for correto.

01) O argumento “Aquiles”, que emprega a tese da infinita divisibilidade do espaço, foi formulado, também, por Platão para demonstrar a imobilidade do ser.
02) O argumento “Aquiles” demonstra que os autores gregos da antiguidade clássica detinham o conhecimento e o domínio da noção de infinito, permitindo a introdução, naquela época, da noção matemática de número real.
04) Ao propor uma estratégia argumentativa por redução ao absurdo, Zenão de Eleia demonstra a impossibilidade de conceber racionalmente uma descrição sensata de movimento, ao mesmo tempo em que formula esse tipo de argumento para confundir seus oponentes nos debates.
08) O argumento parte da premissa de que para Aquiles alcançar um ponto do qual a tartaruga saíra antes, com certa vantagem, ele sempre precisa alcançar o ponto do qual a tartaruga partira, e deste para o próximo ponto, e assim sucessivamente.
16) O autor do argumento “Aquiles” pode ser considerado um dos primeiros autores ocidentais a formular argumentações por redução ao absurdo. Tal estratégia dialética foi amplamente utilizada na sofística, na maiêutica socrática e nos diálogos de Platão.

Resposta: 4 + 8 + 16 = 28.

18 – (ENEM, 2017).  A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.

HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. ln: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).

O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio constitutivo das coisas” estava representado pelo(a)

a) número, que fundamenta a criação dos deuses.

b) devir, que simboliza o constante movimento dos objetos.

c) água, que expressa a causa material da origem do universo.

d) imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal.

e) átomo, que explica o surgimento dos entes.

Resposta: E.

19 – (FESP RJ). Mesmo com todas as suas diferenças em relação a Hegel, Nietzsche também reconhece Tales de Mileto como o primeiro filósofo, justamente por ele ter dito que a água é a origem de todas as coisas. Para Nietzsche, em A filosofia na época trágica dos gregos, é preciso levar tal afirmação a sério, pois ela: 

a) dá uma explicação imanente para o ser; o faz sem imagem ou fabulação; e contém o pensamento “tudo é um”. 

b) dá uma explicação imanente para o ser; o faz por meio da poesia; e contém o pensamento “tudo é um”. 

c) enuncia algo sobre a origem das coisas; o faz sem imagem ou fabulação; e contém o pensamento “tudo é um”. 

d) enuncia algo sobre a origem das coisas; o faz sem imagem ou fabulação; e contém o pensamento “tudo é físico”. 

e) enuncia algo sobre a origem das coisas; o faz sem imagem ou fabulação; e contém o pensamento “tudo é múltiplo”. 

Resposta: C.

20 – Nietzsche considera que Parmênides “animou aquela divisão completamente errônea entre corpo e espírito que, especialmente desde Platão, pesa sobre a filosofia como uma maldição”. Isso, contudo, é já uma consequência da tese central de Parmênides, pois ele foi o pensador pré-socrático que escreveu que:

a) “como nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e ar o mantém”.

b) “necessário é o dizer e pensar que (o) ente é; pois é ser, e nada não é; isto eu te mando considerar”. 

c) “conjunções o todo e o não todo, o convergente e o divergente, o consoante e o dissoante, e de todas as coisas um e de um todas as coisas”. 

d) “o espírito sempre é, também agora deveras onde são também as outras (coisas) todas”. 

e) “tudo que é conhecido tem número; pois nada é possível pensar ou conhecer sem ele”. 

Resposta: B.

21 – “Na filosofia de Parmênides preludia-se o tema da ontologia. A experiência não lhe apresentava em nenhuma parte um ser tal como ele o pensava, mas, do fato que podia pensá-lo, ele concluía que ele precisava existir: uma conclusão que repousa sobre o pressuposto de que nós temos um órgão de conhecimento que vai à essência das coisas e é independente da experiência. Segundo Parmênides, o elemento de nosso pensamento não está presente na intuição mas é trazido de outra parte, de um mundo extra-sensível ao qual nós temos um acesso direto através do pensamento.”

(NIETZSCHE, Friedrich. A filosofia na época trágica dos gregos. Trad. Carlos A. R. de Moura. In: SOUZA, José Cavalcanti de; KUHNEN, Remberto Francisco. Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1978. [Coleção Os Pensadores]).

Marque a alternativa INCORRETA.

a) Para Parmênides, o Ser e a Verdade coincidem, porque é impossível a Verdade residir naquilo que Não-é: somente o Ser pode ser pensado e dito.

b) Pode-se afirmar com segurança que Parmênides rejeita a experiência como fonte da verdade, pois, para ele, o Ser não pode ser percebido pelos sentidos.

c) Parmênides é nitidamente um pensador empirista, pois afirma que a verdade só pode ser acessada por meio dos sentidos.

d) O pensamento, para Parmênides, é o meio adequado para se chegar à essência das coisas, ao Ser, porque os dados dos sentidos não são suficientes para apreender a essência. 

Resposta: C.

22 – (UEM, 2018). “Do justo e do injusto. Também se proferem duplos discursos sobre o justo e o injusto. Uns defendem que uma coisa é o justo e outra coisa o injusto; outros dizem que justo e injusto são o mesmo. Quanto a mim, tentarei defender esse último argumento. E, em primeiro lugar, direi que é justo dizer mentiras e enganar. Dir-se-ia que fazer isto aos inimigos é [decente e justo] e é vergonhoso e perverso fazê-lo [aos amigos]. [Mas como é que é justo fazê-lo aos inimigos] e não aos mais amados? Por exemplo, aos pais: se o pai ou a mãe precisarem beber ou ingerir um medicamento e não quiserem, não é justo dar-lho na comida ou na bebida e não dizermos que se encontra aí? Por conseguinte é justo mentir e enganar os pais.” (Sofista anônimo do século III a.C., Discursos duplos. In: FIGUEIREDO, V. de. Filósofos na sala de aula. Vol. 2. São Paulo, 2007, p. 26).

Com base no fragmento transcrito, assinale o que for correto.

01) As noções de justo e de injusto devem ser extraídas a partir da natureza da ação, e não do seu efeito.

02) Mentir para os inimigos é justo e decente.

04) Há uma incompatibilidade entre justiça e mentira.

08) Mentir para os amados, tendo em vista um fim justo, é algo necessário e louvável.

16) O autor aponta as contradições das ações justas ou injustas quando tomadas em sua aparência, sem a preocupação de se perguntar sobre a natureza da ação.

Resposta: 2 + 8 + 16 = 26.

23 – (UEM, 2018). “Tales de Mileto, o primeiro a indagar estes problemas, disse que a água é a origem das coisas e que deus é aquela inteligência que tudo faz da água.” (Cícero, Da natureza dos deuses). “Princípio (arkhé) dos seres […] ele disse que era o ilimitado […]. Pois donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção se gera segundo o necessário; pois concedem eles mesmos justiça e deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do tempo.” (Anaximandro). In: CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 49-51).

A partir dos dois fragmentos acima, assinale o que for correto.

01) A água é, para Tales, expressão da vida, em que tudo se transforma e se conserva.

02) Tales não indagava sobre a qualidade ou coisa originária, mas qual é a qualidade ou coisa originária.

04) A physis (natureza), para Anaximandro, não é nenhuma das qualidades percebidas nas coisas.

08) A escola jônica protagonizou um grande debate sobre as questões de ontologia.

16) A origem dos seres, para Anaximandro, ocorre por um processo de luta entre os contrários; sua dissolução, por um processo de justiça.

Resposta: 1 + 2 + 4 + 16 = 23.

24 – (UEL, 2019).

Leia o texto a seguir.

Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido pelo caminho famoso da divindade […] E a deusa acolheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando, e com estas palavras se me dirigiu: […] Vamos, vou dizer-te – e tu escuta e fixa o relato que ouviste – quais os únicos caminhos de investigação que há para pensar, um que é, que não é para não ser, é caminho de confiança (pois acompanha a realidade): o outro que não é, que tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é possível, nem indicá-lo […] pois o mesmo é pensar e ser.

(PARMÊNIDES. Da Natureza, frags. 1-3. Trad. José Trindade Santos. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009. p. 13-15). 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Parmênides, assinale a alternativa correta.

a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só pode tratar e expressar o que é, e não o que não é – o não ser.
b) A percepção sensorial nos possibilita conhecer as coisas como elas verdadeiramente são.
c) O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, a razão consegue conhecê-lo e expressá-lo.
d) A linguagem pode expressar tanto o que é como o que não é, pois ela obedece aos princípios de contradição e de
identidade.
e) O ser é e o não ser não é indica que a realidade sensível é passível de ser conhecida pela razão.

Resposta: A.

25 –   (UEM, 2019). O período da história da filosofia grega que cobre os séculos V e IV a.C. é entendido como o despertar de um ideal consciente de educação e cultura. Dele fazem parte, além de Sócrates e de seu discípulo Platão, os chamados sofistas. A propósito dos sofistas, assinale o que for correto)

01) Os sofistas foram responsáveis pelo desenvolvimento da reflexão antropológica e da reflexão ética na filosofia.

02) Os sofistas foram os mestres da nova areté (virtude, excelência) política, e o instrumento desse processo foi a retórica.

04) Os sofistas eram comumente vistos como especialistas do pensamento e não propriamente como filósofos.

08) Sócrates adotou uma postura bastante complacente com os sofistas na Atenas do século V a.C.

16) Ao afirmar que “o homem é a medida do que é e do que não é”, Protágoras confirmou o papel do subjetivismo na sua concepção filosófica.

Resposta: 1 + 2 + 4 + 16.

26 – (OBJETIVO, 2020). É no plano político que a Razão, na Grécia, primeiramente se exprimiu, constituiu-se e formou-se. A experiência social só pôde tornar-se entre os gregos objetos de uma reflexão positiva, porque se prestava, na cidade, a um debate público de argumentos. O declínio do mito data do dia em que os primeiros sábios puseram em discussão a ordem humana, procuraram defini-la em si mesma, traduzi-la em fórmulas acessíveis à sua inteligência, aplicar-lhe a norma do número e da medida.

(VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 1989, p. 94).

Com base nessa citação, é correto afirmar que a Filosofia nasce:

a) após o declínio das ideias mitológicas, não havendo nenhuma linha de continuidade entre estas últimas e as
novas ciências gregas.
b) das representações religiosas míticas que se transpõem nas novas representações cosmológicas jônicas.
c) da experiência do espanto, a maravilha com um mundo ordenado e, portanto, sempre belo.
d ) da experiência política grega de debate, argumentação e contra-argumentação, que põe em crise as representações míticas.
e) da necessidade de se interpretar cientificamente a natureza.

Resposta: D.

27 – (OBJETIVO, 2020). Como se sabe, a palavra mythos raramente foi empregada por Heródoto (apenas duas vezes). Caracterizar um logos (narrativa) como mythos era para ele um meio claro de rejeitá-lo como duvidoso e inconvincente. […]. Situado em algum lugar além do que é visível, um mythos não pode ser provado.

(HARTOG, F. Os antigos, o passado e o presente. Brasília, Editora da UnB, 2003, p. 37.)

Sobre a diferença entre mythos e logos sugerida no texto, é incorreto afirmar que:

a) o problema do mythos era limitar-se ao que é visível e, por isso, não podia ser pensado.
b) Filosofia e História nasceram, na Grécia clássica, com base numa mesma reivindicação do logos contra o mythos.
c) o mythos não poderia ser submetido à clarificação argumentativa e à prova — demonstração — discursiva.
d) em contraposição ao mythos, o logos era um uso argumentativo da linguagem, capaz de criar as condições do convencimento.
e) o mythos consiste numa interpretação primeira do mundo, em que a reflexão ainda está ausente.

Resposta: A.

28 – (OBJETIVO, 2020). Sobre a gênese do pensamento filosófico, leia o texto a seguir. Entre o fim do século VII e o começo do VI a.C., o problema cosmológico é o primeiro a destacar-se claramente como objeto de pesquisa sistemática diferente do impreciso complexo de problemas que já ocupava a mente dos gregos ainda antes do surgir de uma reflexão filosófica verdadeira e própria.

(MONDOLFO, Rodolfo. O Pensamento Antigo, São Paulo: Mestre Jou, 1966, p. 31.)

O texto retrata, com clareza, o problema cosmológico, objeto de estudo da Filosofia:

a) Socrática.
b) Platônica.
c) Pré-Socrática.
d) Mítica.
e) Pós-Socrática.

Resposta: C.

29 – (OBJETIVO, 2020). Demócrito julga que a natureza das coisas eternas são pequenas substâncias infinitas, em grande número. E julga que as substâncias são tão pequenas que fogem às nossas percepções. E lhes são inerentes formas de toda espécie, figuras de toda espécie e diferenças em grandeza. Destas, então, engendram-se e combinam-se todos os volumes visíveis e perceptíveis.

(SIMPLÍCIO. “Do Céu” (DK 68 a 37). In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996. Adaptado.)

A Demócrito atribui-se a origem do conceito de:

a) porção mínima da matéria, o átomo.
b) princípio móvel do universo, a arché.
c) qualidade única dos seres, a essência.
d) quantidade variante da massa, o corpus.
e) substrato constitutivo dos elementos, a physis.

Resposta: A.

30 – (OBJETIVO, 2020). Tales foi o iniciador da Filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio é a água. Essa proposta é importantíssima… podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar civilização ocidental. A Filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C. Seus primeiros filósofos foram os chamados pré-socráticos.

(REALE, Giovanni. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média. São Paulo: Paulus, 1990. p. 29.)

De acordo com o texto, assinale a alternativa que expressa o principal problema por eles investigado.

a) A Filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.
b) A Cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.
c) A Ética, enquanto investigação racional do agir humano.
d) A Estética, enquanto estudo sobre o belo na arte.
e) A Epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.

Resposta: B.

31 – (OBJETIVO, 2020). Segundo Marilena Chauí (Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2006, p. 39), o período pré-socrático também poderia ser denominado período cosmológico. Dentre as principais características dessa cosmologia, assinale a alternativa incorreta.

a ) Explicação racional e sistemática sobre a origem, ordem e transformação da natureza, da qual os seres humanos fazem parte.
b) Busca do princípio natural, eterno, imperecível e imortal, gerador de todos os seres.
c) Investigação mitológica da origem do Universo, que situaria as causas dos fenômenos da natureza nos seres sobrenaturais.
d) Afirmação de que, embora a physis seja imperecível, ela dá origem a todos os seres infinitamente variados e diferentes do mundo.
e) Afirmação de que, embora a physis seja imutável, os seres físicos ou naturais gerados por ela, além de serem mortais, são mutáveis ou seres em contínua transformação.

Resposta: C.

32 – (UEL) Entre os “físicos” da Jônia, o caráter positivo invadiu de chofre a totalidade do ser. Nada existe que não seja natureza, physis. Os homens, a divindade, o mundo formam um universo unificado, homogêneo, todo ele no mesmo plano: são as partes ou os aspectos de uma só e mesma physis que põem em jogo, por toda parte, as mesmas forças, manifestam a mesma potência de vida. As vias pelas quais essa physis nasceu, diversificou-se e organizou-se são perfeitamente acessíveis à inteligência humana: a natureza não operou “no começo” de maneira diferente de como o faz ainda, cada dia, quando o fogo seca uma vestimenta molhada ou quando, num crivo agitado pela mão, as partes mais grossas se isolam e se reúnem.

(VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. de Ísis Borges B. da Fonseca. 12. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p.110.)

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

a) Para explicar o que acontece no presente, é preciso compreender como a natureza agia “no começo”, ou seja, no momento original.
b) A explicação para os fenômenos naturais pressupõe a aceitação de elementos sobrenaturais.
c) O nascimento, a diversidade e a organização dos seres naturais têm uma explicação natural e essa pode ser compreendida racionalmente.
d) A razão é capaz de compreender parte dos fenômenos naturais, mas a explicação da totalidade dos mesmos está além da capacidade humana.
e ) A diversidade de fenômenos naturais pressupõe uma multiplicidade de explicações e nem todas essas explicações podem ser racionalmente compreendidas.

Resposta: C.